Mensagem de abertura do 11º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
O Conselho Directivo Nacional da BAD, durante este primeiro mandato, decidiu realizar em Lisboa o seu 11º Congresso – apesar das conhecidas dificuldades com que o nosso país e as suas instituições, todos os profissionais e, naturalmente, a nossa associação se encontram hoje confrontados – com oobjectivo de debater as questões mais candentes, a nível nacional e internacional.
Por isso, resolvemos adoptar um modelo algo diferente, adequado às circunstâncias em que esta importante reunião se vai realizar, reduzindo os custos, quer dos associados, quer da organização, sem negligenciar a qualidade e tentando concentrar as atenções no que à direcção da BAD pareceu mais importante agora discutir e avaliar, não desistindo de dar uma contribuição específica para a resolução dos problemas que afectam os nossos serviços e para a defesa e valorização dos profissionais que a associação representa.






Gostava que este congresso fosse diferente, com o passar dos anos o que se vê nos congressos não é mais que evidenciar e problematizar/debater. Gostava que os painéis ao invés de mostrar o que fazem e em algumas situações constatarem o óbvio apresentassem ideias, soluções.
É com alguma frustração que me deparo no final dos congressos que poucas ideias, soluções e novidades se levam. Maior frustração ainda é ouvir um crescente numero de participantes que estão presentes apenas pelo passeio, pelo convívio e pela dispensa de trabalhar.
De que adianta debater se depois não existe resultados práticos, apenas conclusões e textos.
Este tipo de eventos deveria orientar o capital criativo de todos os profissionais da classe e empresas ligadas a este mercado, o que tenho visto é profissionais de um lado e empresas do outro, gostava de ver mais sinergias em prol do progresso, do desenvolvimentos das instituições (Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação, etc) e mais importante ainda deixar de pensar para dentro, SIADAP’s e outros instrumentos de avaliação, e pensar para fora no sentido de cativar e prestar um melhor serviço aos utilizadores e utentes.