Relações de género e a profissão bibliotecária no Brasil

Hugo Avelar Cardoso Pires, Lígia Maria Moreira Dumont

Resumo


Apresenta os resultados de pesquisa que investigou as razões do observado aumento do contingente masculino nos cursos de Biblioteconomia, sobretudo a partir da década de 1980. Para tal, reflexões e conceituações são desenvolvidas acerca da importância dos estudos sobre as relações de gênero, da divisão sexual do trabalho e de que formas tais divisões influenciaram na constituição da profissão bibliotecária, enquanto uma profissão feminina. Destaca que esse rótulo não se deu pela característica intrínseca da biblioteca como lugar de guarda, cuidado, que em uma sociedade onde tais tarefas são muitas vezes ligadas ao feminino, mas quando esta se aproximou da área da Educação. Houve a necessidade do aumento da tecnicidade dos cursos formadores e esse novo direcionamento exigiu que os profissionais privilegiassem a ordem, a educação, bons costumes, características tidas como femininas. Ademais, são analisados os dados de 12 cursos de Biblioteconomia brasileiros que demonstram o aumento no número de homens e de mulheres formados nos cursos. Os dados obtidos junto aos colegiados dos cursos assinalam um ligeiro acréscimo no número de homens, sobretudo após os anos 1980, porém continuam se caracterizando como cursos altamente feminizados.


Palavras-chave


Estudos de Gênero. Gênero e cursos de Biblioteconomia. Relações de gênero. Divisão sexual do trabalho

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