Literacia em leitura – identidade e construção da cidadania

Maria Graça Sardinha

Resumo


Nos tempos que correm ser ou não ser leitor implica, de imediato, estabelecer relações com o conceito de literacia em leitura, cujo processo perene e em permanente construção se alia a uma identidade sempre imperfeita.  A leitura torna-se, deste modo, um projecto de vida de todo o ser humano, podendo proporcionar uma educação integradora, sendo a escola chamada a desempenhar um papel social e cívico capaz de formar cidadãos autónomos e interventivos. Em Portugal, a tomada de consciência acerca da problemática da literacia em leitura ganha consistência com a divulgação dos resultados do Project for International Student Assessment (PISA). [1]
Os fracos resultados dos estudantes de 15 anos das escolas portuguesas, que revelaram não terem competência para compreender e reflectir acerca do texto escrito, remetem para a ausência da construção de sentido, o que pode fragilízar a nossa cidadania. Perante os desafios impostos por uma sociedade em mudança, têm os nossos governantes tentado alertar para a urgência do ensino e motivação para a leitura. A prová-lo está o Plano Nacional de Leitura [2] que assenta, fundamentalmente, na defesa da Língua Portuguesa, uma aposta que se deseja capaz de formar leitores competentes e críticos que tenham a capacidade de interagir socialmente no mundo e com o mundo. Mostrar a importância da leitura na construção da identidade individual e colectiva e consequentemente na educação para a cidadania é o objectivo principal desta comunicação.


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