Grupos de discussão temática

O segundo dia de encontro incluirá diversos grupos de trabalho que virão agregar pessoas com interesses comuns e que funcionarão como espaços de discussão e reflexão temática. Este grupos de discussão temática têm como objetivo possibilitar dinâmicas de participação ativa que procurem dar resposta aos desafios que se colocam às bibliotecas de ensino superior em Portugal.

Lista de apresentação dos grupos de discussão temática – 7 de junho, das 15h00 às 16h30:

1. Gerir com engenho e criatividade: como podem as bibliotecas fazer mais com menos

Questões:

  • Como podem as Bibliotecas de Ensino Superior promover uma reengenharia no que respeita à formação e rentabilização dos recursos humanos?
  • Como é que a interação em redes de partilha e consórcios podem rentabilizar infraestruturas e potenciar o valor das bibliotecas?
  • De que modo a utilização das novas tecnologias e a convivência com grandes gestores e distribuidores de informação podem aguçar o engenho e criatividade na gestão das Bibliotecas de Ensino Superior?

Moderador: Licínia Santos
Relator: Sónia Pais

Local: ISCA-UA

2. Literacia da informação no contexto académico: conteúdos e metodologias relevantes para a formação

Questões:

  • Como integrar as competências transversais – literacia da informação, no quadro do processo de Bolonha? Que programas/conteúdos?, para uma integração curricular nos planos de estudo. Qual o papel do bibliotecário integrado nas atividades académicas?
  • Que modelos devem orientar as nossas ações (p. ex., Americanos: ACRL/ALA, AASL/ALA; Australianos: ANZIIL; Ingleses SCONUL, CILIP…)? Que modelos pedagógicos (BigSix Skills, Big-Blue )…? Que métodos de ensino-aprendizagem? Avaliar ou não avaliar os resultados de aprendizagem em literacia de informação?
  • Que competências de literacia da informação devem ser valorizadas e desenvolvidas pelos profissionais da informação? Caberá na literacia de informação a introdução à publicação científica? Pesquisar, selecionar, avaliar informação. E depois? A escrita académica pode ter o apoio das bibliotecas? Ensinar ou não o “google”?
  • Devemos diferenciar dois mundos que se complementam: formação de utilizadores e literacia da informação?
  • O trabalho colaborativo com docentes e investigadores poderá constituir uma estratégia de ensino-aprendizagem na integração da literacia da informação, mais do que no currículo, na escola. Faz sentido?

Moderador: Carlos Lopes
Relator: Tatiana Sanches

Local: ISCA-UA

3. Novos espaços para novas necessidades nas bibliotecas académicas

Questões:

  • Tendo por ponto de partida o vídeo da Hunt University Library, lançamos o desafio de refletir sobre o modelo de biblioteca que queremos ter nas universidades. Como efetuar uma reengenharia de espaços que permitindo responder de forma mais eficiente às novas necessidades dos utilizadores num novo contexto educacional mais exigente, permita que as bibliotecas se assumam como um parceiro privilegiado no processo de ensino-aprendizagem e na investigação científica.
  • Desafios latentes na implementação de espaços digitais: Entraves financeiros; Competências tecnológicas de utilizadores e bibliotecários; Sensibilização institucional. Será chegado o momento das Bibliotecas de Ensino Superior Portuguesas redigirem o seu manifesto sobre a importância da reengenharia de espaços e a mais-valia institucional que estes representam?
  • Acessibilidades: O que está a faltar para existir nas bibliotecas de ensino superior mais espaços e equipamentos dedicados aos utilizadores com necessidades especiais? E na construção do espaço virtual, como construir e disponibilizar espaços e recursos acessíveis às reais necessidades e possibilidades de todos os utilizadores? Deverão os bibliotecários ter também formação nestas áreas específicas para melhor comunicarem com este tipo de público?
  • As bibliotecas académicas começam a ser vistas como laboratórios de aprendizagem e centros de recursos educativos e de experimentação. Que papel deverá ter o bibliotecário na gestão destes espaços? Como deverá articular com alunos e docentes? Os novos processos e formas de ensino-aprendizagem como o eLearning põem em causa ou reforçam as funções dos bibliotecários?

Moderador: Paula Sousa Saraiva
Relator: Madalena Carvalho

Local: ISCA-UA

4. Consórcios, Redes e Infraestruturas: caminhos futuros em Portugal

Questões:

  • Os modelos de consórcio e a participação da comunidade – bibliotecas, profissionais, instituições: como dinamizar e criar sinergias em torno destes recursos
  • B-on como infraestrutura essencial para a comunidade I&D – qual a estratégia para o futuro ao nível do modelo e mecanismos de financiamento?
  • Que outras necessidades / oportunidades de cooperação ou de formação de redes de informação podemos pôr em prática?

Moderador: Manuel Montenegro
Relator: Alfredo Ramalho

Local: ISCA-UA

5. Métricas vigentes e métricas alternativas: papel das bibliotecas

Questões:

  • Nos dias de hoje a investigação científica tem cada vez mais um caráter competitivo. De forma a assegurar financeiramente o prestígio, os investigadores têm que demonstrar que os seus trabalhos têm impacto no contexto de cada uma das áreas de investigação. As denominadas métricas tradicionais baseiam-se na contagem de citações por artigo, o meio mais usado para a avaliação de publicações científicas e de investigadores, sendo a base de cálculo para a maioria dos indicadores bibliométricos. Atualmente, tem-se verificado uma reorganização dos processos e produtos da comunicação científica, caraterizada por novas dinâmicas de publicação e pela disponibilização de conteúdos em acesso aberto. É neste contexto que surgem as métricas alternativas, com uma nova proposta de visão sobre a forma de avaliar os investigadores, baseada na disponibilização e partilha de documentos nas plataformas Web.
  • Qual a utilidade prática das métricas ligadas à investigação no atual contexto da informação? Avaliação formal pelas entidades financiadoras? Visibilidade na Web e prestígio associados. De que forma podemos ajudar os nossos investigadores a tirar partido das métricas consideradas para avaliação da investigação de forma a promover a sua visibilidade?
  • Face à realidade emergente das métricas alternativas, qual o papel que as instituições de ensino superior e bibliotecas podem ter para a integração destas métricas na avaliação da investigação. Qual a importância da integração de mecanismos ligados às métricas nos sistemas de informação sustentados pelas bibliotecas.

Moderador: Diana Silva
Relator: Paula C. Saraiva

Local: ISCA-UA

6. UNIMARC vs MARC21: os desafios

Organizado com a USE.pt (www.USEpt.org), Utilizadores de sistemas Ex-Libris de Portugal.

Questões:

  • Quais as vantagens da migração do formato UNIMARC usado atualmente pelas Bibliotecas do Ensino Superior para MARC21?
  • O processo de conversão implica custos significativos, sobretudo no curto-prazo. As vantagens justificam os custos?
  • O serviço prestado aos utilizadores pelas bibliotecas sofrerá melhorias com a mudança de formato?

Moderador: Luís Miguel Costa (em representação da USE.pt)
Relator: Helena Saramago (em representação da USE.pt)

Local: ISCA-UA

7. Serviço de descoberta de informação (EBSCO)

Grupo promovido no âmbito do EBSCO Open Day para apresentação e esclarecimento sobre o EDS – EBSCO Discovery Service.

Moderação e apresentaçãor: Adriano Crespo e Rui Francisco (EBSCO)

Local: ISCA-UA