Estudo sobre o estado da Acessibilidade dos sítios Web dos estabelecimentos de Ensino Superior

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O Departamento da Sociedade de Informação (DSI) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, IP, publicou um estudo sobre o estado da acessibilidade dos sítios Web dos estabelecimentos de ensino superior. A amostra contempla o universo dos estabelecimentos existente no Ensino Superior em Portugal: 338 de acordo com os dados da Direção Geral de Ensino Superior. O estudo decorreu durante o ano de 2013, tendo sido alvo de análise mais de 18 mil páginas.

A equipa do DSI usou como ferramenta de auxílio à análise um validador de conteúdos Web que tem sido desenvolvido internamente desde 2005: o AccessMonitor. Este validador de acessibilidade de conteúdos Web pode ser usado gratuitamente por qualquer pessoa. Encontra o AccessMonitor na Unidade ACESSO do DSI em http://www.acessibilidade.gov.pt .

Portugal foi mesmo o primeiro Estado Membro da União Europeia a adotar regras de acessibilidade para a Internet, em agosto de 1999. O Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID), em vigor na Administração Pública desde fevereiro de 2013 (RCM n.º 91/2012 de 8 de novembro), estabelece dois objetivos:

  • todos os sites Internet que disponibilizem exclusivamente informação estão obrigados a cumprir o nível ‘A’ das WCAG 2.0, a partir de 8 de fevereiro de 2013. O RNID recomenda mesmo para este tipo de sítios Web o nível ‘AA’;
  • todos os sites Internet que disponibilizem serviços online estão obrigados a cumprir o nível ‘AA’ das WCAG 2.0, a partir de 8 de fevereiro de 2013. O RNID recomenda mesmo o nível ‘AAA’ para este tipo de sítios Web.

O estudo contempla 3 níveis de análise que o levam também a 3 níveis de conclusões.

  1. Primeiro, nenhum dos sítios Web cumpre com os requisitos mínimos de acessibilidade recomendados pelo World Wide Web Consortium (W3C).
  2. Segundo, 54,3% dos sítios têm nota AccessMonitor superior a 5 (numa escala de classificação de práticas de acessibilidade de 1 a 10 em que 10 corresponde a uma boa prática).
  3. Terceiro, o estudo apresenta igualmente uma componente pedagógica, dando conta dos erros mais frequentes mas também das práticas a usar para legendar imagens, legendar botões gráficos, legendar áreas de mapas de imagem, como efetuar inserção de elementos multimédia, quais as unidades de medida a usar na definição dos tamanho de letra, como tratar os formulários, quais os cuidados a ter com as hiperligações e com as listas de hiperligações vulgarmente conhecidas por menus, como tratar do idioma da informação, como estruturar cabeçalhos e tabelas de dados ou mesmo como usar teclas de atalho.

Pode consultar o estudo integral em: http://www.acessibilidade.gov.pt/estudos/2013_ensinosuperior/es2013.html

Fonte: Jorge Fernandes – FCT

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