Participar no Congresso BAD – depoimento de Maria João Amante

Maria João AmanteCom que frequência tem participado nos Congressos BAD?
Creio que estive presente em quase todos os Congressos BAD.

Como descreveria as suas experiências de participação nesses Congressos?
Participar no Congresso BAD significa estar presente num encontro nacional de profissionais que escolheram fazer da informação o seu modo de vida. Profissionais que olham para a informação como uma matéria-prima essencial para o exercício da cidadania.

Costuma apresentar comunicações? Porquê?
Costumo porque um Congresso constitui uma oportunidade para partilharmos estudos, reflexões, experiências, para aprendermos em conjunto o que nao significa que tenhamos de estar de acordo. A existência de diferentes pontos de vista é enriquecedora e abre novos campos de reflexão e de investigação. Um congresso e, neste caso, o Congresso BAD afirmou-se, ao longo dos anos, como um espaço de liberdade.

Em seu entender, que benefícios pode ter um profissional por participar no Congresso?
Aprender através da partilha. Penso que esse é o aspeto que gostaria de destacar. Depois há uma dimensão relacional, se quisermos, afetiva até, que se expressa no reencontro com os nossos colegas, com aqueles com quem aprendemos, com todos os que já nos leram, já nos ouviram, já connosco concordaram ou até divergiram. Cada Congresso é um momento singular.

Lembra-se de alguma história ou episódio relevante da sua participação nesses congressos?
História não. Mas posso confessar que em cada Congresso para mim há um momento relevante: aquele em que me apresento perante os meus colegas, em que partilho o meu trabalho, a minha investigação e me submeto à sua avaliação. A avaliação pelos pares é o momento relevante.

 

Maria João Amante
Licenciada em História (Universidade de Lisboa), pós-graduada em Ciências Documentais (Universidade de Lisboa), com mestrado em Gestão da Informação (Universidade de Sheffield) e doutoramento em Documentação (Universidade de Alcalá). Trabalha, desde 2004, no ISCTE-IUL – Instituto Universitário de Lisboa como Diretora dos Serviços de Informação e Documentação. Nesse âmbito coordenou as atividades relativas à implementação, em 2006, do Repositório ISCTE-IUL. É professora convidada na Universidade Europeia – Laureate International Universities (desde 2008). Autora e coautora de artigos em revistas especializadas (Journal of Information Science, Journal of Librarianship and Information Science, Revista Española de Documentación Científica, RECIIS – Revista Electrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, Cadernos BAD, entre outras) e de alguns capítulos de livros. Como oradora participou em vários congressos nacionais e internacionais abordando temas como as Bibliotecas Universitárias, Relação entre Professores e Bibliotecários no Ensino Superior, Literacia da Informação, Gestão da Documentação, da Informação e do Conhecimento, Acesso Livre ao Conhecimento, Repositórios Institucionais e Sociedade do Conhecimento. Igualmente tem integrado a Comissão Científica de várias Conferências das quais merece destaque a Conferência Luso Brasileira sobre Acesso Aberto.

 

Sobre o Autor

José António Calixto