Participar no Congresso BAD – depoimento de Maria Eduarda Rodrigues

SOC_EFET_1302_EduardaCom que frequência tem participado nos Congressos BAD?
Nem sempre me foi possível, por razões de natureza variada, participar nos congressos da BAD. Em princípio, esta será a quinta vez que participo no Congresso da BAD. Desde o Congresso de Guimarães que tenho estado sempre presente.

Como descreveria as suas experiências de participação nesses Congressos?
O primeiro congresso da BAD a que assisti foi em Braga, há alguns anos atrás. Eu era muito nova e lembro-me de ter achado o Congresso gigante e muito confuso com salas por todo o lado e muita gente desconhecida. Foi bastante assustador. Mas, como sou persistente, não desisti.
Em 2001, no congresso do Porto, tudo foi muito diferente. Em termos profissionais tinha alcançado já alguma maturidade mercê da formação em Ciências Documentais e da participação na vida associativa da BAD. Nessa altura era membro da Comissão Permanente do Grupo de Trabalho das Bibliotecas do Ensino Superior da BAD. No Congresso do Porto coube-nos a responsabilidade de coordenar um painel, exclusivamente, dedicado ao ensino superior. Nesse painel, apresentei em público, a minha primeira comunicação. O trabalho realizado em colaboração com outros dois autores intitulava-se “A atitude do Utilizador das Bibliotecas do Ensino Superior Politécnico”.
De 2003 a 2009 interrompi funções em Bibliotecas para desenvolver atividade profissional em outras áreas da administração pública. Durante esse período não tive oportunidade de participar nos congressos da BAD. No final de 2009 regressei à atividade no âmbito das bibliotecas. E lá regressei aos congressos! O Congresso de Guimarães foi da maior importância já que me permitiu reatar os contactos com os colegas e fazer um upgrade em termos de conhecimentos sobre os últimos desenvolvimentos na área das bibliotecas.
A minha participação no congresso de Lisboa saldou-se pela apresentação de duas comunicações e três pósteres. Adorei o ambiente, os nervos antes da apresentação das comunicações e, sobretudo, a qualidade da organização e dos conteúdos apresentados.

Costuma apresentar comunicações? Porquê?
Sim. Nos últimos anos, fruto da formação que me dispus a continuar, nomeadamente mestrado, já concluído e doutoramento, em curso, e do trabalho que tenho desenvolvido no âmbito das bibliotecas e dos repositórios institucionais, tenho obtido resultados e informação que creio poderem contribuir para o melhor conhecimento sobre as diversas temáticas na área da informação e da documentação. Assim uma das razões que me leva a apresentar comunicações é a vontade de partilhar com a comunidade os resultados do trabalho que venho desenvolvendo. Acredito que com essa atitude poderei ajudar os colegas, da mesma forma que senti que os trabalhos apresentados por outros colegas me ajudaram e motivaram a mim.
Para o congresso de Évora enviei duas propostas de comunicação, as quais foram aceites pela comissão científica.

Em seu entender, que benefício pode ter um profissional por participar no Congresso?
Na minha opinião o maior benefício que se pode extrair da participação nos Congressos da BAD é o conhecimento. Conhecimento científico  e técnico cuja qualidade nos Congressos da BAD tem sido inquestionavelmente incremental. Conhecimento de outras realidades decorrente dos contactos pessoais. Intercâmbio de informação/conhecimento sobre o desenvolvimento de novos serviços. Conhecimento sobre novos equipamentos e aplicações que se adquire contactando com os fornecedores. Por último e não menos importante o contacto com os colegas de trabalho tão fundamental à nossa profissão que, pela sua natureza, pode ser muito solitária.

Lembra-se de alguma história ou episódio relevante da sua participação nesses congressos?
Sim a história mais bizarra não posso contar aqui, justamente pela sua bizarria. Mas, no Congresso de Guimarães durante a sessão de encerramento dos trabalhos lembro-me de ter olhado para o auditório do Centro Cultural Vila Flor em Guimarães e de ter pensado. Afinal somos muitos. E ficámos até ao fim. Foi muito emocionante!

Maria Eduarda Rodrigues
Bibliotecária coordenadora das Bibliotecas da Escola Superior Agrária (desde 1986) e Escola Superior de Artes Aplicadas (desde 2004) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). É administradora do Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco (RCIPCB). Fundou e dirige desde 2009 a Newsletter do RCIPCB. Membro do Conselho Redatorial da Revista Agroforum, publicação semestral da Escola Superior Agrária de Castelo Branco. Responsável do IPCB para as questões relacionadas com a b-on e Sistema de Gestão da Qualidade das Bibliotecas. Atualmente é interlocutora do IPCB junto da DGLAB no Projeto de Gestão Documental para as Instituições de Ensino Superior. Responsável institucional pelos conteúdos da Biblioteca Virtual do IPCB. Possui vários trabalhos publicados.
Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Pós-Graduada em Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Mestre em Ciências da Informação e da Documentação pela Universidade de Évora. Frequenta atualmente o Curso de Doutoramento em Ciencia de la Información e de la Comunicación na Universidade de Extremadura, Espanha.

Sobre o Autor

José António Calixto