“Conversas com Norte” – sessão de abril

Esta sessão trouxe-nos à memória tempos distantes na história das bibliotecas em Portugal, que muitos de nós apenas a relembra nas eventuais leituras, partilhas e comunicações, nos anos em que iniciávamos esta caminhada pela atual Ciência da Informação.

Henrique Barreto Nunes, foi o nosso Associado na Primeira Pessoa e, com ele, viajámos pelo universo e a paixão pela leitura e pelos livros, este grande companheiro que sempre ocupou um lugar de destaque na sua vida, levando-o desde muito novo a querer estar onde a maior parte desses livros moravam – na biblioteca. O desejo de trabalhar nesta área foi algo sempre muito claro na sua mente, desde a sua entrada no mundo do trabalho das bibliotecas em 1974, para os recém-criados Serviços de Documentação da Universidade do Minho. No entanto, teve outros amores na sua vida e que, durante tempos, se deixou levar e apaixonar… pela Arqueologia, trabalhando na operação de salvamento da Bracara Augusta. Esteve na génese da criação de uma Política de Leitura Pública para Portugal, ao lado de nomes como Luís Cabral, Joaquim Portilheiro e Maria José Moura, na altura Presidente da BAD, que hasteou bem alto esta bandeira, auxiliando na discussão, promoção e afirmação legal. Do seu trabalho árduo na Biblioteca Pública de Braga, da sua colaboração no lançamento da Rede de Leitura Pública, do seu papel evangelizador na sua promoção, percorrendo vários municípios deste país, fica um legado inestimável, um contributo para a afirmação da nossa profissão e de que o trabalho em equipa tem sempre resultados mais frutíferos, do que uma longa caminhada sozinho!

No tema a debate tivemos a colega Tatiana Sanches, vogal da formação da BAD, bibliotecária e investigadora na Faculdade de Psicologia e no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, que nos veio falar de Dinâmica cultural na Bibliotecas de Ensino Superior. Aqui, refletiu-se sobre a importância da implementação de atividades fora do âmbito curricular, para as quais a comunidade académica já está mentalmente orientada, mas com plena consciência do trabalho que tem de ser feito em paralelo, com o processo de aprendizagem, num contínuo contributo para a formação integral do indivíduo, para o aumento do seu capital social e cultural e, para o enriquecimento da sua experiência académica, promovendo assim, a transversalidade na aprendizagem. Dada a dificuldade em despertar este público tão especial que é o universitário, a definição, a experimentação de estratégias de motivação e incitação à ação foram exploradas, durante o momento de debate, dinamizado pela colega Clarisse Pais, vogal da Delegação Norte da BAD e Coordenadora dos Serviços de Documentação do Instituto Politécnico de Bragança.

Foi mais uma noite rica de partilha e conhecimento que poderá ver ou rever no canal do Youtube da BAD

Nós, esperamos por si para estas e outras “Conversas”! 

A Delegação Norte da BAD

 

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