Redes, galáxias, património digital: importa-se de repetir?

Francisco Barbedo, Ana Rodrigues, Lucília Runa, Mário Sant'Ana

Resumo


A preservação de informação digital está normalmente associada a uma componente fortemente tecnológica. Exemplos deste facto são as comunicações apresentadas ao iPRES, que maioritariamente privilegiam abordagens tecnológicas.

Mas a preservação digital implica, para além da vertente tecnológica, uma organização social e organizacional mais eficiente para gerir este processo. Considerando que preservar o digital é significativamente dispendioso e que, normalmente, preservar informação não constitui, à exceção de instituições especificamente culturais, uma função nuclear das organizações, há vantagem em repensar a atividade numa perspetiva cooperativa e transversal, abandonando uma visão vertical e de certa forma isolacionista da questão.

Aspetos igualmente importantes passam pela definição e metodologia de aplicação de um vastíssimo conjunto de metadados, muitos dos quais particularmente complexos, a utilizar para preservar não apenas a informação digital, mas igualmente o seu contexto organizacional, funcional e processual.

Neste contexto, o projeto “continuidade digital” foi iniciado pela DGLAB com o propósito de avaliar a potencial conetividade entre diferentes comunidades de prática (CdP) tradicionalmente isoladas, para apurar a possibilidade de constituição de uma estrutura comum (RCPD) que crie e disponibilize a todas as instituições interessadas serviços destinados a preservar informação patrimonial digital.


Palavras-chave


cooperação, preservação digital, comunidades de prática, informação patrimonial digital

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