Para uma cultura de normalização, sustentabilidade e ecologia na gestão da informação: o paradigma do ambiente digital na vida da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa

César Augusto Ferreira, Paulo Silva, Leonor Gaspar Pinto

Resumo


O texto que aqui se apresenta pretende partilhar a experiência da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa (RMBL), a partir da identificação, dentro da estratégia de intervenção da Divisão de Gestão de Bibliotecas (DGB), da actividade crítica Acesso Remoto a Produtos e Serviços e da subsequente criação da Área Gestão de Objectos Digitais, na produção normalizada de objectos digitais. É também intenção dar a conhecer a génese e o estado-da-arte quando se fala numa cultura de normalização, sustentabilidade e ecologia na gestão de informação.
A RMBL insere-se numa realidade única em que a diversidade de plataformas digitais é um facto. Contudo, e embora esta multiplicidade possa ser expressão de uma riqueza de conteúdos, há factores que constrangem uma presença sólida, por parte da RMBL, no ambiente digital contemporâneo. A produção não normalizada de objectos digitais, a falta de integração e a ausência de interoperabilidade são exemplos disso. Assim, e de forma a garantir uma presença consolidada neste ambiente, foi necessário desenvolver um conjunto de procedimentos que viriam a ser, nada mais, nada menos, do que a operacionalização da actividade crítica Acesso Remoto a Serviços e Produtos em que se inclui a Área Gestão de Objectos Digitais. Desta operacionalização nasceu a vertente ecológica para a gestão de informação, nomeadamente na produção de objectos digitais. Devido aos problemas encontrados, essencialmente, ao nível dos recursos tecnológicos e materiais, foi necessário repensar modos de fazer que garantissem uma produção de objectos com qualidade, mas que não exigisse um grande consumo de recursos. Pretende-se então, com este texto, dar a conhecer o cenário da RMBL no contexto digital, partilhar o que foi feito para colmatar os problemas identificados, incluindo o surgimento do sentido ecológico na gestão da informação, e apresentar os passos futuros que se pretendem desenvolver.

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