Gestão da Qualidade: uma experiência de Implementação da CAF

Celeste Freitas, Pedro Medeiros, Susana Cabral, António Rosa, Isaura Costa, Madalena Costa, Maria Graça Melo, Marta Craveiro

Resumo


No contexto actual do processo de Modernização da Administração Pública e do recentemente aprovado Sistema Integrado da Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP), está previsto a avaliação das organizações, a qual deve ser feita através do recurso à Auto-Avaliação. Através da aplicação da CAF - Common Assessment Framework, um modelo de auto-avaliação criado no âmbito da União Europeia especificamente para a Administração Pública, os organismos promovem a gestão da qualidade através da realização de diagnósticos que têm por referência um conjunto de boas práticas e indicadores que caracterizam o desempenho da sua organização. A CAF é uma ferramenta de auto-avaliação. Comparativamente com a EFQM, e embora derivado deste, é um modelo mais simples e mais fácil de aplicar à Administração Pública. Para além de permitir o desenvolvimento de uma cultura de gestão estratégica e de serviço público orientado para o cidadão, permite também o desenvolvimento de práticas de benchmarking, proporcionando assim a tão importante comparabilidade institucional. A Auto-Avaliação, com base na CAF, permite proceder a um diagnóstico do funcionamento e dos resultados da organização.

Pretendemos dar um testemunho do percurso da equipa que, desde o inicio, acreditou no Projecto e que acredita numa Cultura de Qualidade aplicada ao sector público. Para que a implementação da CAF na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (adiante designada de BPARPD) fosse uma realidade foi necessário um forte empenho da Equipa de Auto-Avaliação que efectuou o diagnóstico de todos os critérios inerentes ao modelo dando cumprimento ao cronograma pré-estabelecido. Mais do que falar do modelo propriamente dito pretende-se partilhar a metodologia utilizada para implementação da CAF, o processo de aprendizagem verificado e os resultados da organização. Ao decidir implementá-la, e tendo em conta a missão e os objectivos da organização, pretendeu-se que o processo fosse uma “preocupação de TODOS” tendo sempre em atenção os pontos fortes e quais os pontos a melhorar.


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