O Papel do Profissional de Arquivo nos processos de Desenvolvimento e Inovação

Natália Antónia

Resumo


Esta comunicação nasce da premente necessidade de partilhar as dúvidas que me assaltam no dia-a-dia do trabalho de um profissional de arquivo que labora numa instituição da Administração Local, cujos problemas são comuns a tantas outras existentes no nosso país, quer sejam do sector público quer do sector privado. Mas, também, da necessidade de partilhar a convicção de que podemos fazer mais e, acima de tudo, melhor se trabalharmos em equipas multidisciplinares, numa vertente de aprendizagem e intercâmbio de saberes e não na perspectiva do “orgulhosamente sós” ou de que “o segredo é a alma do negócio”.

De que forma nós, os arquivistas, podemos contribuir e que competências temos de desenvolver para enfrentarmos os novos desafios que se nos deparam, neste mundo cada vez mais competitivo e globalizado?

Partindo dos pressupostos de que a inovação e o desenvolvimento, em todas as áreas e a todos os níveis, assentam em estratégias de mudança, que a mudança se faz com os indivíduos/cidadãos e para os indivíduos/cidadãos, os arquivos devem tornar-se cada vez mais espaços abertos à sociedade. E o arquivista num profissional comprometido e interventivo.

Estamos conscientes do fracasso do modelo custodial [1], de acordo com o qual o arquivista se encontrava no fim da cadeia documental, na sua postura de fiel depositário da memória histórica.

Numa politica de gestão integrada de documentos e arquivos, necessária a uma administração moderna e eficaz, o arquivista deve intervir no início da cadeia documental, acompanhando todo o ciclo de vida dos documentos, promovendo a sua eliminação, caso não tenha valor secundário, ou a sua integração no arquivo definitivo.

Será esta postura interventiva e proactiva ponto assente na arquivística nacional? Estamos todos de acordo? Que estamos a fazer na prática, tendo em conta os novos suportes, nomeadamente os documentos electrónicos?


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