Informação: um campo uno, profissões diversas?

Fernanda Ribeiro

Resumo


A Informação, enquanto fenómeno humano e social, constitui-se como objecto de estudo e de conhecimento de uma área disciplinar emergente, designada por Ciência da Informação, que se configura como um campo uno e transdisciplinar, aberto a uma fecunda interdiscipli-naridade com diversos outros campos do saber. Embora a afirmação de identidade científica desta área seja relativamente recente, a verdade é que, desde épocas bem remotas, se implantaram no “terreno”, exercendo actividades práticas relacionadas com a informação, diversos tipos de profissionais, com as variadas designações que todos conhecemos: “arquivistas”, “bibliotecários”, “documentalistas” e, mais recentemente, “gestores de documentos” e “gestores de informação”.
Pensar cientificamente a Informação, com recurso a teorias e modelos interpretativos e a metodologias de investigação adequadas, implica naturalmente uma nova postura face ao que tradicionalmente se foi conjecturando em torno das chamadas “Ciências Documentais”. As mudanças sociais, económicas e culturais, provocadas pelo desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), acarretaram consigo múltiplos desafios e novas necessidades de resposta, que afectaram directamente as actividades dos profissionais da informação.
Em face da nova realidade da já consagradamente baptizada Sociedade da Informação, urge consolidar os fundamentos teóricos deste campo disciplinar, desenvol-ver a investigação pura e aplicada neste domínio e, sobretudo, repensar e renovar a formação dos novos profissionais que é necessário colocar no mercado de trabalho. A variedade de perfis profissionais e a multiplicidade de competências que hoje lhes são exigidas carecem de uma base teórica una e consistente, pois só assim serão capazes de responder eficazmente às exigências dos diversos contextos orgânicos onde é produzido, usado e preservado o fluxo informacional.

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