Bibliotecas e serviços de documentação de saúde em Portugal: situação actual

Ana Maria Eva Miguéis, Helena Margarida Donato, Filomena Brito

Resumo


Em Portugal existe um número significativo de bibliotecas e serviços de informação directa ou indirectamente ligados às instituições de saúde.
Em 1988, o então Grupo de Trabalho de Informação em saúde (GTIS) – embrião da actual APDIS – elaborou o Repertório das Bibliotecas e Serviços de Informação em Saúde [1] com o objectivo de definir o perfil das bibliotecas e serviços de documentação da saúde em Portugal.
Tendo-se revelado um importante instrumento de trabalho, havia que actualizá-lo, o que levou a que, em 1992, se fizesse uma recolha de dados mais exaustiva, procurando obter informação sobre diferentes aspectos, tais como, fundo documental, técnicas de tratamento documental, informatização dos serviços, número de funcionários, tipologia dos utilizadores e serviços prestados, tendo sido publicado novo Repertório em 1993 [2]. Em 1996, estes resultados foram tratados, analisados e apresentados na 5ª Conferência da European Association of Medical and Health Libraries [3] .
Tornava-se importante, uma vez mais, actualizar a informação disponível e introduzir novos elementos, tendo o Grupo de Trabalho do Repertório da APDIS iniciado em 1999 novo levantamento de informação através de um inquérito enviado a 217 organismos da saúde.
Em resposta ao questionário lançado, obteve-se um conjunto de 114 resposta, ou seja, apenas 49% do universo inquirido. Seguindo a linha de orientação definida desde o primeiro Repertório, os diferentes serviços foram agrupados geograficamente por regiões, obtendo 31 respostas da região Norte, 26 do Centro, 41 de Lisboa e Vale do Tejo, 4 do Alentejo e 7 das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Para além dos elementos já contemplados no anterior Repertório, deu-se ênfase aos aspectos relacionados com as novas tecnologias da informação, como sejam, o tipo de suporte dos documentos, a assinatura de bases de dados bibliográficos e de texto integral, a existência de ligação à Internet e de serviços disponíveis em rede, etc.
É o resultado deste inquérito — do seu tratamento e da sua interpretação — que os elementos do Grupo de Trabalho pretendem divulgar nesta apresentação.


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